Music Monday! #3 - The Subways

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Gente, depois da escola me consumindo e tudo mais, tô de volta. E trouxe indicação musical das boas pra animar a semana (e a vida) de vocês. Bora lá, O Music Monday#3 tem o prazer de apresentar...The Subways!

The Subways é uma banda britânica de indie rock e rock de garagem. Seu álbum de estréia Young for Eternity foi lançado em 4 de julho de 2005 na Inglaterra e em 14 de fevereiro de 2006 nos Estados Unidos. (fonte)

A música mais famosa deles é Rock & Roll Queen, que foi a música pela qual eu conheci a banda. Após algum tempo sem saber de quem era a música, baixei a trilha sonora de um filme (RocknRolla, recomendo aliás) e essa música estava lá.Fui correndo baixar a discografia e SÓ ALEGRIA. Eu acho que passei semanas ouvindo só o Young For Eternity e ninguém me aguentava mais cantando Oh Yeah e City Pavement por aí (coitados dos meus vizinhos, essas músicas são meu karaokê oficial de banho até agora) e eu acho que mandei todo mundo que eu conheço baixar Subways (HAHAH, incluindo vocês leitores~). Coloquem no último volume (de preferência quando estiverem sozinhos em casa), afastem os móveis do quarto e dancem MUITO. Vamos as músicas:









Espero que vocês gostem !~

Text Tuesday #2 - Sobre clichês literários e comparações.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Segunda Text Tuesday chegando antes tarde do que nunca, também com polêmica. Vamo lá:


Sobre clichês literários e comparações

Modas, elas acontecem até no meio literário. Acontece quando alguém parece encontrar a “fórmula do sucesso” e mais autores investem nela e pronto, rola aquele um BOOM de livros com a mesma temática. Acontece com os relacionamentos das personagens(triangulo amoroso: QUEM NUNCA?) , acontece na construção das personagens principais (o trio com um engraçado, um esperto e um líder, QUEM NUNCA TAMBÉM?) , com o tipo do livro (por exemplo, a profusão de livros distópicos que está acontecendo agora, como Jogos Vorazes, Feios, Destino...) e com o tipo das personagens (anjos, vampiros... preciso realmente falar mais?)

Alguns gostam da profusão de livros do mesmo tipo, já que a chance de gostar de livros parecidos é maior, outros dizem que há um desgaste em ver sempre a mesma equação mil vezes e isso resulta em desinteresse e na sensação de “li um então li todos” que gera críticas sobre livros que muitas vezes a pessoa nem leu, já há a idéia de que se leu um livro sobre o tema já é o suficiente. Com o desgaste dessas fórmulas, vem alguns preconceitos literários e, como sempre, as malditas comparações. Embora elas possam ser saudáveis, muitas vezes tomam maior proporção do que devem, fazendo com que muitos livros apenas pareçam os mesmos e que tudo pareça um clichê gigante.

Comparações, elas são inevitáveis. Quando um livro faz sucesso mundial, todos os outros que vem depois sofrem com as comparações. É mais justificável quando os dois livros partilham do mesmo tema ou clichê (como tem acontecido com vampiros), mas algumas pessoas se dedicam a exclusiva arte de caçar semelhanças em livros que não tem absolutamente nada a ver (Percy Jackson e Harry Potter, por exemplo. Sério, gente, sério mesmo?). E as comparações sempre vão mais além, desde com as semelhanças entre livros (olha, esse casal é igualzinho a tal casal de tal livro!) e diferenças entre eles (coisas do tipo “anjos não fazem isso e isso, não tá nos livros mais antigos sobre! “). Esquece-se que embora alguns livros usem certa fórmula aqui e alí e tenham semelhanças, aquilo é só um alicerce pra uma história que pode se desenvolver muito além disso, dando espaço pra ser bem diferente das coisas que conhece. Não é porque tem um trio principal que é Harry Potter, não é porque tem triângulo amoroso que é o novo Crepúsculo.
O problema de colocar as coisas todas no mesmo saco é que depois que chegam as comparações, o leitor sente-se obrigado a “assumir um dos lados”. Ou ele gosta de Anne Rice ou de Diários de Vampiro, ou você lê Percy Jackson ou Harry Potter. Isso é desnecessário, gente. Existe espaço demais nos nossos corações e nas nossas estantes pra “assumir lados” numa batalha, como se pra ser fã de uma coisa você obrigatoriamente não pode gostar de outra que, muitas vezes, nem se parece com o que você já gosta. As vezes uma onda de livros com o mesmo tema pode ser algo proveitoso (distopia, por exemplo, tô amando) e, enquanto a crítica e comparações entre livros podem ser saudáveis e ajudar a quem procura novos títulos, as vezes passa do limite e cria imagens erradas nos leitores em potencial. Também não se deixem levar por esses anúncios fantasiosos, já que a maioria falha ( Tomem por experiência própria: quem nunca ouviu que tal e tal séries eram o novo Harry Potter? Eu já ouvi umas quinhentas vezes, e as séries nunca tinham NADA A VER. Só serve pra criar picuinha isso.) Por favor, não fechem suas mentes e abram seus livros.

Music Monday! #2 - OK Go

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Vamos pro Music Monday #2, gente. A segunda banda a ter a honra de ser nossa banda da semana (HAHAHAH) é o OK Go !



OK Go é uma banda americana de indie rock de Chicago, mais conhecida pelos seus singles Get Over It, A Million Ways e Here It Goes Again. Eles são Damian Kulash (guitarra, vocais), Tim Nordwind (baixo), Andy Ross (guitarra) e Dan Konopka (bateria). (fonte)

Você provavelmente já os conhece ou viu algum clipe deles na internet por aí. Eu conheci o OKGo desse jeito, quando o clipe de Here It Goes Again era viral na internet graças a sua coreografia, hm, peculiar com esteiras que me dá uma vontade louca de imitá-la por aí até hoje (Não façam isso em casa. Nem na escola, nem no trabalho, nem na academia. Principalmente na academia. Ou chame um adulto (ir)responsável pra supervisionar, HAHAHAHAH)

A banda é ótima, vocês vão ficar com as músicas durante semanas grudadas na cabeça e vão querer juntar 3 amigos pra fazer as coreografias über criativas dos clipes. (Eu ainda vou fazer a de A Million Ways, cês me aguardem.) E pra melhorar tudo ainda mais, quem curtir a banda e for de São Paulo e do Rio vai poder ver os caras de graça, simples assim. A banda vai fazer 10 pocket shows gratuitos no Brasil, só chegar e assistir, assim, de boas(Se alguém de São Paulo for, se vocês verem uma criatura do cabelo verde por lá, sou eu. Hehehe) Pra quem quiser mais informações, ó, clica aqui.


Bora pras músicas, gente. Vem comigo que é sucesso.









Espero que vocês gostem <3

Review Thursday #1 - Resenha de Axolotle Atropelado

quinta-feira, 10 de novembro de 2011


Axolotle Atropelado
Autor: Helene Hegemann

Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580570588
Ano: 2011
Páginas: 208

Pra ler ouvindo:
The Distillers - City of Angels
Queens of the Stone Age - Feel Good Hit of the Summer
The Sex Pistols - Pretty Vacant
Queens of the Stone Age - Sick, Sick, Sick










Resenha:


É um livro confuso, que beira ao surrealismo e, caso você não seja um adolescente rico, drogado e jogado nas ruas que são palco da cena underground de Berlim, vai lhe parecer mais irreal e fantástico do que qualquer livro sobre criaturas mágicas. É um livro onde não importa pra que lado você olhe, nunca vai se identificar com alguma das personagens e muito menos ter afeição a qualquer uma delas. Mifti, nossa protagonista de 16 anos totalmente perdida, após a morte da mãe tem uma vida que não se parece em nada com a de outras garotas de 16 anos por aí. O axolotle, a pequena salamandra que dá nome a este livro é um retrato dela e de todos os que a cercam: é um animal que nunca sai do seu estado "adolescente".

Não me surpreende que tenha tantas criticas negativas, pois não é um livro de fácil compreensão. Mistura gírias, linguagem complexa e passagens em inglês, além de ser brutalmente desconexo. É impossivel compreender o livro se você observar de fora, esperando que a narradora te entregue descrições precisas e que te façam compreender seu mundo. Ela simplesmente te joga numa realidade desconhecida, com suas viagens e reflexões causadas por toda a sorte de substância ilegal.Se você não for, ao menos durante a leitura, um adolescente drogado em Berlim, nunca vai entender suas entrelinhas e pensamentos desconexamente drogados. 

Pra quem procura uma leitura leve e descompromissada, dê meia volta e pegue outro livro. São 208 páginas com peso de 600 ou mais, e muitas passagens lidas e relidas para perceber se aquilo realmente aconteceu ou foi só mais uma metáfora ou viagem (e muitos trechos que, para os de estômago fraco, será uma tortura para ler). Ainda assim, recomendo. Um livro forte, que faz juz a toda polêmica a sua volta.

Text Tuesday #1 - Leitores de Bestseller x O mundo

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Vamos estrear essa Text Tuesday com polêmica, meu Braseel!


Leitores de Bestseller x O mundo

Já aconteceu comigo. Já aconteceu com muita gente que eu conheço. Pode ter acontecido com você também, ou talvez você já tenha feito isso. O fato é que não são incomuns situações do tipo onde fulaninho x comprou um livro bestseller e está lendo-o e fulano y, super cult, olha a pessoa de cima a baixo e tira sarro.Não é raro encontrar gente que gosta de determinado tipo de livros e esconde dos amigos por “não ser cool” também.
Essas divisões existem, gente. Não adianta fingir que somos todos um grupo de leitores felizes unidos, pois isso não acontece. Dentro do próprio mundinho literário existem preconceitos com certos autores e obras, exatamente como existe no mundo musical. Se você não lê autor x e y, você não entende de livros, se lê bestseller você não é inteligente, se lê livros cult não sabe respeitar o que é novo. E as interminaveis rivalidades continuam por aí.

Quando foi que essa indústria voltada pro conhecimento e entretenimento virou apenas símbolo de status, gente? Desde quando gostar de algum gênero ou autor faz você menos legal ou inteligente? O caso mais comum hoje em dia acontece com os fãs de Twilight, obra que era must na estante de muita gente até virar “moda” e ser rejeitado massivamente, só pra dar um exemplo. Ler livros não é mais questão de gosto ou entretenimento, virou símbolo de status. O que você lê te define, e não o contrário. Se a massa considera um livro ruim, vira sinônimo de vergonha dizer que gosta dele, e muitas vezes obras boas perdem leitores em potencial por críticas negativas desse tipo. Quando perguntamos a alguém de quais livros a pessoa gosta, talvez ela nem seja 100% sincera ao dizer, com medo de ser julgada. Aliás, eu acho meio errado por si só “julgar gosto literário”.Acho que quem faz isso acaba sendo fútil e pedante.

Ler Dostoiévski não te faz mais culto, ler Bestseller não te faz futil e nem burro. Não tem problema nenhum gostar de livros que “o bom senso” não permite.Afinal, quem faz esse “bom senso” na maioria das vezes nem leu o que considera ruim e não aprendeu nada sobre o principal dos livros: não julgue-os pela capa. E, principalmente, não aprendeu que gosto é algo pessoal e variável, tornando essa história de “bom gosto” um grande mito. O que existem, sim, são gostos compatíveis, mas dividir as pessoas entre as que tem “bom gosto pra livros” e as que tem “mau gosto” é infantil e pequeno demais. Acaba transformando o prazer de ler livros de muita gente em algo a que se envergonhar, e afasta as pessoas que desejam entrar no mundo dos livros mas não sabem por onde começar, sem contar que divide as pessoas em dois grupos no estilo "Israel e Palestina". Nada impede ninguém de ler Kafka num dia e Stephenie Meyer no outro, e negar isso é muito “pré-escola” pra minha cabeça, e só prova que muitas vezes os "arautos do bom gosto" na verdade são mais infantís do que os "pobres coitados que não conhecem nada além de bestseller".

Music Monday! #1

segunda-feira, 7 de novembro de 2011


Bem, esse é o primeiro Music Monday do blog, yay! Segunda-feira costuma ser sempre um dia chatíssimo, e a intenção do MM é deixar as segundas-feiras de vocês menos Boring com algumas indicações musicais. Foi meio difícil escolher qual seria a primeira indicação de banda do blog, então eu só escolhi aleatoriamente o que eu estava com vontade de ouvir. Sem enrolação, vamos ao que interessa. A nossa primeira banda do Music Monday é o Noisettes!


"Noisettes é uma banda de indie rock de Londres composta pela cantora e baixista Shingai Shoniwa, pelo guitarrista Dan Smith, e o baterista Jamie Morrison. A banda só alcançou o sucesso comercial e o reconhecimento nacional com o segundo single de seu segundo álbum, "Don't Upset The Rhythm", que alcançou o segundo lugar na UK Singles Chart na Primavera de 2009."

Eu me apaixonei a primeira escutada com o Noisettes. Ouví "Don't Upset The Rhythm" num vídeo completamente aleatório de maquiagem.Fui correndo digitar a letra da música no google pra achar a banda, e eu viciei. Passei dias, semanas ouvindo e baixando as músicas e apresentando a banda pra todo mundo que eu conheço, e pra completar eu ainda ví os clipes (e achei a Shingai Shoniwa muito, mas muito diva MESMO). Sabe quando bate aquela coisa de "como eu consegui viver sem ouvir isso antes?" ? Então, esse foi o sentimento. E, depois de devidamente fã da banda, descobri que Sister Rosetta provavelmente fará parte da trilha sonora de amanhecer parte 1! Como vocês já devem saber, na Comic-Con foram exibidas cenas do filme. Uma delas era justo a lua de mel de Edward e Bella, onde tocava essa música do Noisettes.

Vamos as músicas, gente. AVISO: São TOTALMENTE viciantes.

Don't Upset The Rhythm


Wild Young Hearts

Every Now And Then


Sister Rosetta (Capture The Spirit)


Espero que gostem! :)

[Dias 4 e 5/Desafio] Resenha - The Son Of Neptune ( O Filho de Netuno)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Vamos ao sétimo e ultimo livro do desafio, lido nos dias 4 e 5 ( 24/10/11 e 25/10/11)


The Son Of Neptune (O Filho de Netuno)

Autor: Rick Riordan
Editora: Disney Hyperion Books (vai sair no Brasil pela Intrínseca)
ISBN: 9781423140597
Ano: 2011
Páginas: 544

Pra ler ouvindo:

Beady Eye - Beatles and Stones
White Stripes - Seven Nation Army
Red Hot Chili Peppers - Fortune Faded

Oasis - I'm Outta Time
The Noisettes - Every Now and Then
(Esse Pra ler ouvindo foi escolhido a dedo. As letras são sensacionais, tudo a ver.)



Resenha:

(Atenção, a resenha pode conter alguns spoilers da série Percy Jackson e os Olimpianos e do livro O Herói Perdido, da série Heróis do Olimpo.)


Percy Jackson (sim, ele, finalmente!Graças a Zeus!) perdeu a memória, sendo Annabeth a única pessoa de quem lembra. Foi providencialmente encontrado por Lupa, a loba que adotou Rômulo e Remo, fundadores de Roma. Depois de treinado, Percy precisa colocar suas habilidades a prova, para mostar que é apto de ser um herói romano.É lançado para encontrar o Camp Jupiter (Acampamento de Júpiter), o equivalente romano ao Acampamento Meio-Sangue, enfrentando alguns monstros no caminho. Os semideuses agora se deparam com um novo problema: Os monstros que são mortos voltam a vida em questão de segundos. Com a morte em greve, Gaia chega cada vez mais perto de conseguir colocar seus planos em prática. Os semideuses, dessa vez os apresentados no acampamento romano, tem a missão de solucionar esse problema e como sempre o tempo não está a seu favor.

Se preparem pra rasgação de seda total, eu sou só elogios pra esse livro. Sinceramente, eu odeio o Rick Riordan por fazer livros tão bons.Fui obrigada (pelo sono, aulas e todo o resto) a parar na metade do livro e eu quase não aguentei, ficava rolando na cama pensando na história (crianças, nunca leiam antes de dormir. Nem os filhos de Morfeu conseguiriam combater a insônia que vem com a ansiedade literária).Como continuação da série Heróis do Olimpo, O Filho de Netuno finalmente traz de volta um semideus que nós conhecemos muito bem, Percy Jackson (ALELUIA!). Somos apresentados também a Frank e Hazel, os protagonistas dessa nova história, que te cativam logo no começo e tanto um quanto o outro possuem histórias incríveis.

Rick Riordan soube fazer de Percy Jackson um ótimo coadjuvante na série, sem fazê-lo roubar o brilho dos outros personagens. Nesse livro em especial ele aparece no trio principal, o qual acompanhamos na série e no qual as narrações são divididas. Conhecemos agora todos os sete semideuses parte da grande profecia ( Percy, Annabeth, Jason, Piper, Leo, Frank e Hazel) e conhecemos também o lado romano da história, com seus deuses que apesar de iguais aos gregos, possuem personalidades diferentes.E principalmente, conhecemos o Camp Jupiter e suas personagens.

O livro tem um gostinho de “O Ladrão de Raios”, quando somos apresentados aos chalés, os deuses e as personagens, nos mostrando as rivalidades entre os grupos e ah, que saudade do Capture a Bandeira! Além disso possui todas as peças que faltavam no primeiro livro, “O Herói Perdido”, nos contando o que acontecia no acampamento romano enquanto Jason encontrava o acampamento grego. Eu queria muito que os romanos fossem bem, mas bem mais chatos mesmo pra eu poder odiá-los (Grécia *-*), mas os semideuses romanos souberam provar seu valor e fazem realmente você enxergá-los como o outro lado da moeda, o elo que estava faltando, e eles se mostram muitas vezes com as soluções de problemas que encontramos na parte grega das sagas (como, por exemplo, semideuses não chegando a idade adulta).

Nos respondendo algumas curiosidades que temos desde PJO (coisas como por exemplo “E os filhos de semideuses, o que eles são?”), Rick Riordan soube como continuar com as histórias sobre mitologia sem esgotá-las, provando que ainda há muito sobre o que falar sobre o assunto. Preparem-se pra decorar muitas palavras em latim e nomes romanos de deuses que já conhecemos.

Eu nem preciso dizer que adorei esse livro e recomendo loucamente. Mal posso esperar pelo próximo, que unirá essas duas partes, as duas metades que se complementam, Grécia e Roma, Acampamento Meio-Sangue e Acampamento Júpiter, A Grécia e Roma novas (nos EUA) com a Grécia e Roma originais, Semideuses e Deuses, para que consigam parar os planos da deusa primordial que originou tudo, Gaia/Terra.


"So." He burped, waving his goblet."Welcome to the Percy,party." He frowned. "Party, Percy. Whatever."

[Dias 3 e 4 / Desafio] Resenha - Orgulho e Preconceito e Zumbis




Sexto livro, lido nos dias 3 e 4 do desafio (22/10/11 e 24/10/11). Dia 23/10 eu não li nada (também conhecido como “descanso dos justos” ou “tem coisa pra escola segunda feira, tô lascada”.)

Orgulho e Preconceito e Zumbis
Autor: Jane Austen e Seth Grahame-Smith
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788598078748
Ano: 2010
Páginas: 320

Pra ler ouvindo:
Rasputina – If Your Kisses Can’t Hold...
Rasputina - Retinue Of Moons
Rasputina - Deep In The Sweet Water (Joseph Bishara Remix)
Kings Of Leon - Closer





Resenha:
Orgulho e Preconceito e Zumbis conta a história de Elizabeth Bennnet, segunda de cinco filhas de um proprietário rural que vive em Meryton, em Hertfordshire. A história gira em torno dos conflitos sociais, matrimoniais e, é claro, os zumbís (também conhecidos como os não mencionáveis) que habitam a Inglaterra há algum tempo.É comum encontrar grupos de não mencionáveis enquanto anda-se pela Inglaterra do século XIX, e mais comum ainda é ter a habilidade de matá-los, sendo esta considerada na mesma estima que o desenho, a pintura, os bordados e a compostura. Não há esconderijos, não há abrigos subterrâneos, não há pânico e nem nenhum desses tantos elementos tão comuns em histórias de zumbi.Eles são comuns, fazem parte do cotidiano inglês. A habilidade com as armas em combate com os mortos-vivos é algo pelo qual as damas seriam chamadas de prendadas e os rapazes seriam apreciados.

Com a promessa de transformar um clássico da literatura inglesa em “algo que você terá vontade de ler”, OPZ promete mas não cumpre. É um livro com, chuto, uns 80% do texto original para apenas algumas menções a zumbis, alguma luta épica aqui e alí, alguns conflitos envolvendo Katanas e treinamento Shaolin, e algumas ilustrações esparsas porém muito boas também.Se você é fã de zumbis mas não de romance e nem de Austen, a leitura não será muito promissora não. O fato de existirem zumbis é apenas uma “aprimoração” divertida do romance de Austen, mas não transforma Orgulho e Preconceito totalmente em uma nova história.

Eu, como fã de Austen, recomendo que leiam o original antes de ler esse, ou ao menos vejam os filmes (ai, que dor no coração escrever isso). Alguma diversão se dá sim, ao ler o livro. Mas, tinha sido informada aqui no blog mesmo nos comentários do desafio que a grande graça mesmo está nas passagens que você reconhece (e gosta) do livro sendo transformadas, e está mesmo. Elizabeth Bennet levando o comentário do Sr. Darcy no baile como ofensa pessoal e querendo prezar sua honra dilacerando-o é sensacional. A luta com Lady Catherine no dojo de sua casa também.

Não gostei muito do fato da personalidade sarcástica do Sr. Darcy e do Sr. Bennet terem sido mudadas. Os comentários cheios de ironia ácida e bem-colocada que geravam as melhores citações do livro foram transformados em apenas algumas ofensas sem propósito, meio pedantes. Meus dois personagens preferidos (tirando a Lizzie Bennet, of course) de pessoas ácidas e com o timing perfeito para comentários ficaram menos inteligentes e mais estúpidos, deixando as respostas dadas a eles fora de lugar. Uma pena.

Se você pretende ler, esqueça um pouco a empolgação com os zumbís e desperte o fã de romance em você. Após isso, vai poder aproveitar o livro totalmente, desfrutando da escrita genial de Austen acerca da sociedade do século XIX e de, porquê não, de zumbís também?

"Mas a senhora viverá.E pelo resto de seus dias saberá que foi superada por uma garota por quem não tinha consideração e cuja família e cujo mestre insultou da maneira mais rude possível. Agora, eu lhe peço que vá embora."

[Dia 3/Desafio] Resenha - Quase Pronta

sábado, 22 de outubro de 2011


Quinto livro, lido no dia 3 do desafio (22/10/11), continuação de A Garota Americana. Vamos lá.


Quase Pronta

Autor:
Meg Cabot
Editora: Record
ISBN: 8501079545
Ano: 2008
Páginas: 288


Pra ler ouvindo:
Muito No Doubt e Gwen Stefani, novamente.
Silverchair – Barbarella
Estelle – American Boy
Amy Winehouse – Amy, Amy, Amy
Noisettes – Wild Young Hearts
Corinne Bailey Rae – Young and Foolish
Bloc Party – Banquet


Resenha:
Passou-se um ano desde que Samantha Madison, a heroína nacional, salvou o presidente dos EUA e ganhou um cargo na ONU totalmente aleatório sem fazer idéia do pra quê servia, no maior estilo “não sei o que faz um deputado federal, mas quando eu descobrir eu te conto”. Depois de todas essas mudanças na sua vida, incluindo no estilo já que Samantha agora pintou os cabelos ruivos de preto, ela precisa enfrentar uma decisão importante a qual não conseguiria fazer num impulso como a do primeiro livro: Agora seu namorado David, o Primeiro Filho, a convidou pra passar o dia de Ação de Graças com ele em Camp David (uma propriedade do presidente, onde ele e sua família viajam para descansar). Para ela, isso significa que ele está querendo dar um passo a frente rumo a uma intimidade que ela não sabe se quer. E esse conflito atormenta ela o livro inteiro.

Assumo que comecei o livro com receio. Sabia que A Garota Americana era uma leitura descompromissada, mas acreditei mais na história do primeiro livro do que na do segundo. Até a metade do livro eu já estava cansada do modo como Samantha lidava com as aulas de "desenho vivo" (com um modelo peladão, é.) e com tudo aquilo de dar um passo a frente no relacionamento e “Fazer Aquilo”(sim, com letras maiúsculas, exatamente como descrito no livro). Mas a questão é que o livro é muito mais do que a história de uma garota que não sabe se está pronta ou não pra perder a virgindade. É sobre a liberação sexual feminina e tudo o que ela inclui, e em como tudo e todos querem tomar decisões pelas mulheres e elas se perdem sem saber a diferença entre o que acham certo e o que elas pensam que deveriam achar certo.

Tudo melhorou da metade pro final, onde eu finalmente tive uma epifania: acatei o conselho da professora de artes de Samantha e passei a “observar o todo, e não apenas partes.”
O fato de Samantha ser uma heroína nacional demonstra perfeitamente o ponto de vista o qual Meg prova o livro inteiro. Samantha é uma heroína nacional, com repórteres na frente da sua casa se metendo em todos os aspectos de sua vida, mas muitas garotas não salvaram o presidente e continuam tendo sua vida invadida e dedos apontados na cara por causa de decisões tomadas acerca da própria vida sexual (ou a falta de vida sexual) delas. Quando eu tive essa epifania, o livro finalmente começou pra mim: Os repórteres invasivos são exatamente como aquelas pessoas que chamam uma garota de vadia por ela ter decidido o que fazer com o próprio corpo. São apenas gente que se mete no que não os diz respeito.

O livro trata de temas considerados tabu pela maioria das meninas (como o próprio sexo, pessoas que acham que podem podar os direitos dos outros, masturbação, pais, assumir publicamente suas opiniões acerca desses assuntos, gente hipócrita e outras coisas mais) e ajuda a desmistificar muitas coisas. O fato do livro tratar disso como natural ajuda muito a história a se desenvolver, ajudando o leitor a também se familiarizar com os assuntos apresentados sem achá-los tabu. Os personagens secundários sempre aparecem nas horas certas. Até mesmo Lucy, a irmã popular da protagonista são fundamentais pra história acontecer. Lucy, a animadora de torcida acusada por Dauntra (que também é outra personagem fantástica, colega de trabalho de Sam) de “invalidar a causa feminista” faz a coisa mais feminista* do livro inteiro. Surpreende numa cena MUITO boa no final, minha favorita all the way.

Se você encarar esse livro como apenas a história de uma garota indecisa, nunca vai conseguir entender a grandeza do que ele quis dizer. Ele dá um spoiler da vida para as garotas : A decisão é totalmente de vocês, e não dos outros. Não importa se te chamam de vadia, se falam como se tudo fosse tabu e se as pessoas se sentem no direito de censurar. A decisão, no final, é toda de vocês. E vocês não precisam salvar o presidente nem dizer isso em rede nacional para que a sua voz seja ouvida(como Sam fez) e sua opinião validada.

Meg Cabot me surpreendeu, de novo. Consolidei aqui minha admiração por ela. O livro que começou “faltando alguma coisa” conseguiu superar o primeiro na minha opinião, e foi parar na lista dos favoritos.

"– Você sabia – Completei, meio sem jeito – que o cara que fez o papel de Conde de Monte Cristo também fez o de Jesus naquele filme que o Mel Gibson dirigiu?
Finalmente, foi a vez de Lucy parecer chocada.
– Não acredito!
– Hum, é, fez sim. Então, de certo modo, todas aquelas vezes na banheira você ficou...
–NÃO DIGA ISSO! – A Lucy exclamou. E então saiu correndo para o quarto dela."


*favor não tomar o termo feminista como uma espécie de “machismo só que com mulheres se achando superiores, algo igualmente errado e blablablá”. Eu sei que esse tipo de confusão acontece, então se tiverem alguma dúvida sobre o tema deixem nos comentários que eu respondo.

[Dia 2 e 3/Desafio] Resenha - A Garota Americana


Nosso quarto livro do desafio, A Garota Americana, da Meg Cabot. Lido nos dias 2 (21/10/11) e 3 (22/10/11) do desafio.

A Garota Americana
Autor: Meg Cabot
Editora: Record
ISBN: 9788501066961
Ano: 2009
Páginas: 347

Pra ler ouvindo:

Muito, mas MUITO No Doubt. E Gwen Stefani.Sério.
KT Tunstall – Miniature Disasters
Corinne Bailey Rae – Put Your Records On
Corinne Bailey Rae – Trouble Sleeping
Garbage – I’m Only Happy When It Rains
KT Tunstall – Suddenly I See


Resenha:
Samantha Madison tem 15 anos e muitos problemas com o mundo. Filha do meio, com duas irmãs : uma garota-prodígio superdotada e uma irmã mais velha que é a garota mais bonita e popular do colégio, ela tem mil e um problemas com o sistema. Tingiu o guarda-roupa inteiro de preto de luto por sua geração apática.Tem a alma artística e sensível e pra piorar tem uma queda imensa pelo namorado da irmã, um também rebelde sem causa, artista e esquisitão como ela.Sua vida muda quando, numa reação totalmente inesperada, ela salva o presidente de levar um tiro. Depois disso as coisas nunca mais foram as mesmas.

Minha estréia com Meg Cabot não me decepcionou, e como eu não esperava muito desse livro, me surpreendeu. Peguei ele porque queria conhecer Meg Cabot e por causa de algumas citações divertidas que a Maiary me mostrava na aula. Gostei do jeito como escreve, tornando as histórias extremamente leves e fluidas, e ainda assim emocionantes.Você se pega torcendo muito, se identificando muito e morrendo de vergonha alheia em algumas partes.

Samantha Madison consegue cativar. Ela é uma garota desajeitada, do tipo que não gosta de maquiagem, não tem um cabelo dos mais arrumados e é uma artista totalmente incompreendida. Perdida dentro da família, ignorada na escola, com um guarda-roupa de gosto duvidoso e coturnos com margaridas pintadas de branquinho e marca-texto, ela tem um pouco de quase toda garota nela. Ela me ganhou com seu gosto pra filmes , musica e livros (Ela gosta de Kill Bill. E de Clube da Luta. E de No Doubt.E de desenhar. ), mas é impossivel não se identificar com pelo menos um pedacinho dela.Meg soube como construí-la. É uma personagem cheia de singularidades ( é ruiva, canhota, se veste de maneira estranha, é uma filha do meio, gosta de ska, é uma artista incompreendida...) que se sozinhas não fariam muita diferença em uma personagem, mas todas elas juntas sempre fazem você se identificar com pelo menos algumas. E isso faz você torcer para ela e se imaginar na história em diversas partes, mesmo não sendo uma garota americana.

De repente, essa garota que parecia ser ignorada por tudo e por todos faz algo totalmente inesperado, e de impulso: derruba um homem no momento em que ele ia atirar no maior símbolo da democracia mundial, o Presidente dos Estados Unidos.

O modo como a Meg encerra a maioria dos capítulos é o que eu mais gostei no livro. Ela termina com listas de coisas, como por exempo “10 razões por que eu não suporto minha irmã Lucy” ou “as 10 razões principais por que eu gostaria de ser Gwen Stefani” , o que só tornou a leitura ainda mais divertida e descontraída. As referências a filmes, artistas e todo o resto também são uma boa adição no livro, mesmo que quem leia não conheça muito sobre elas. (E se não conhece, pesquise que vale a pena. Se vocês não conhecem a Gwen Stefani e o No Doubt, vão ouvir imediatamente. Eu e Samantha recomendamos)

Após salvar o presidente, Samantha precisa frequentar a Casa Branca e descobre que o filho do presidente é na verdade o cara que elogiou seus coturnos pintados com margaridas durante uma aula de desenho que foi obrigada a fazer pelos pais (por tirar notas baixas na aula de alemão, já que desenhava o tempo inteiro).

Os dilemas entre ela, sua irmã, Jack (o namorado da irmã que Samantha ama em segredo), sua professora de arte (que é uma personagem muito marcante, sempre fazendo Sam evoluir e aprimorar suas opiniões), sua melhor amiga socialmente excluída, o fato de ter de mostrar suas opiniões a pessoas que a ignoram e todas as confusões onde ela se mete não deixam a desejar, e a leitura não se arrasta em nenhum momento.
Recomendo a quem procura uma leitura leve e sem compromisso. É totalmente pra sentar, pegar os fones de ouvido com o Tragic Kingdom do No Doubt e relaxar enquanto lê.


“Filha do meio(também conhecida como eu mesma): Perdida na confusão.Nunca consegue o que quer. Filha com maior probabilidade de se transformar em adolescente fugitiva, vivendo de restos de Big Mac recolhidos nos lixos atrás do McDonald’s local durante semanas até que alguém perceba que ela desapareceu.

É a história da minha vida


[Dia 2/Desafio] Resenha - Harry Potter e a Pedra Filosofal

sexta-feira, 21 de outubro de 2011



Vamos ao terceiro livro do desafio, lido hoje no dia 2 (21/10/11) Peguem o expresso de Hogwarts e me acompanhem!


Harry Potter e a Pedra Filosofal
Autor: J.K. Rowling
Editora: Rocco
ISBN: 8532511015
Ano: 2000
Páginas: 263

Para ler ouvindo
(umas escolhas bem nada a ver aqui, mas eu JURO que li com essas músicas e que foi legal.):
The White Stripes – The Hardest Button to ButtonKings of Leon – California WaitingSmashing Pumpkins – Tonight, Tonight


Resenha:


Harry tem dez anos (quase onze) e não faz a minima idéia de quem é. É um garoto que vive no armário debaixo da escada da casa de seus tios, os Dursley. É obrigado a conviver com seu tio insuportável, sua tia negligente e seu primo, um valentão mimado de quem Harry herda todas as roupas. Cresce acreditando que não é ninguém, até o dia em que começa a receber estranhas cartas que ninguém em sua casa o deixa ler. Com a sucessão de eventos, em seu aniversário de onze anos o garoto é convidado (de forma beeem persuasiva) a ir a escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde finalmente conhece sua história e o que ele representa ao mundo bruxo. “O menino que sobreviveu” começa seu aprendizado e a saga do, até então, “bruxinho”.

Eu adorei ler esse livro. Sério mesmo.É como você conhecer os B-sides e musicas raras de uma banda que você gosta, é ótimo ler o livro depois de assistir o filme. Dá aquela sensação de nostalgia, como se eu tivesse voltado a idade quando ouvi falar pela primeira vez de Harry Potter. Enfim, voltemos a resenha. O que eu mais gostei no livro foram as passagens sobre coisas tão comuns na nossa vida escolar e infanto-juvenil. Ser o garoto novo na escola, descobrir quem você é e o quê é capaz, lidar com bullies, amizades novas, professores severos (os trocadilhos são meu forte, eu sei
) e tudo mais. Embora num mundo de magia, bruxaria e seres fantásticos, isso era apenas o pano de fundo para o crescer de um garoto. Essa dualidade entre garoto comum, que precisa fazer os deveres, se preocupa com as obrigações e ao mesmo tempo é o garoto que sobreviveu ao todo-poderoso Vocês-Sabem-Quem é o que dá a graça a esse livro. Ele não é um protagonista livre de tudo e acima de tudo. Também recebe punições por arranjar problemas( a Grifinória que o diga) e também sai pra comprar material escolar. Harry é gente como a gente (HAHHAHAHAHA)

É um início brilhante pra uma história igualmente fantástica, não é a toa que J.K. colhe os louros do sucesso dessa saga que marcou toda uma geração e ainda vai continuar sendo um sucesso por muito tempo, iniciando muitos na leitura. Os que não leram, corram pra ler . Espero vocês na plataforma 9 ¾ !

Francamente, mulher, você diz que é nossa mãe? Não consegue ver que sou o Jorge?
— Desculpe, Jorge, querido.
— É brincadeira, eu sou o Fred.

[Dia 1/Desafio] Resenha - Kaori, Perfume de Vampira



O segundo livro do meu desafio de 7 livros em 5 dias. Vamos lá.




Kaori- Perfume de Vampira
Autor:
Giulia Moon
Editora: Giz Editorial
ISBN: 9788578550417
Ano: 2009
Páginas: 371

Pra ler ouvindo:
Gackt – Fragrance
Them Crooked Vultures – No one loves me & Neither do I
Peaches – Boys Wanna Be Her
Queens of the Stone Age – You got a Killer Scene There, Man

Resenha:


Japão Feudal e Avenida Paulista, muito folclore japonês, muitas notas de rodapé, uma pitada de sado-masoquismo, uma menina com o perfume da sedução que alterna entre forte dominadora e indefesa dominada e vampiros em uma forma clássica e ainda assim contemporânea. Essa é a formula do sucesso do livro vampiresco Kaori – Perfume de Vampira.


Kaori começa como uma garota simples, que vive no Japão feudal do período Tokugawa. Excepcionalmente bonita, chama logo a atenção da antagonista Missora, a Okami-san (dona) de uma casa de prazeres que quer a menina como sua mais nova mercadoria a qualquer custo. Com o andar da trama, seu pai e único guardião morre, deixando a menina a mercê dos cuidados sádicos de Missora. Logo um kyuketsuki (vampiro, do japonês kiu- sugador, ketsu- ketsueki, sangue e ki-demonio) experiente cruza o caminho de uma Kaori com sede de vingança.
Por outro lado, vemos uma São Paulo contemporânea, onde uma estranha organização secreta investiga os hábitos noturnos (e também soturnos) dos vampiros. Samuel Jouza (sim, com J. é um sobrenome eslavo) é um vampwatcher, um observador dos comportamentos dos desmortos. Depois de salvar um menino das criaturas que investiga, descobre que existem muito mais perigos acerca delas do que ele imagina.

Kaori me conquistou, gente. Assumo que quando soube que era um livro de vampiros não criei muito interesse não, mas assim que soube do que se tratava (e, o mais importante, de como tratava) a história, eu corrí para ele como se ele fosse a ultima coca-cola do deserto.
A autora já me conquistou quando soube que algumas partes se passavam no Japão feudal, o folclore japonês também me agradou,mas o golpe de misericórdia mesmo foi a Kaori gostar de Gackt (músico japonês). Pronto, PONTO PARA O TIME DAS MENINAS, já morri de amores.

No começo, acreditei que seria difícil manter a alternância de capítulos entre o Japão antigo e São Paulo nos dias de hoje, já que passagens de uma cultura antiga e distante soam bem mais atrativas do que lugares nos quais eu passo todos os dias. Estava enganada, mais uma vez. A alternância de capítulos foi perfeita, de modo que cada um se encerra te deixando curioso, e o seguinte não faz por menos. No final você quer os dois desfechos e não sabe qual quer primeiro. E nos capítulos que se passam aqui eu pude me sentir realmente dentro da história. Viciante.

Nossa protagonista, Kaori, alterna entre momentos de total submissão e outros onde se mostra totalmente dominadora, dá pra perceber bem isso em sua aparência. Seus trejeitos sensuais e perfume convidativo contrastam com sua aparência adolescente(já que foi transformada enquanto bem jovem), de uma forma que só a deixa mais enigmática e atraente aos olhos das outras personagens. Ela é malvada na medida certa, e se você espera o clichê do vampiro bonzinho não vai achar nela o que procura. Além dela, quem me cativou mesmo foi a Missora, ah, essa desgraçada! A vilã do livro não deixa por menos mes-mo. Ela é uma mistura deliciosa da frieza e liderança de O-ren Ishii em Kill Bill com a cólera, obstinação e astúcia de Hatsumomo em Memórias de uma Gueixa, adicione nessa mistura um toque vampirístico que torna tudo ainda mais interessante e pronto, temos a nossa odiada e maldita “Karasu-onna.” (mulher corvo)

As personagens secundárias são um show a parte: alguns são mortais que passaram pela vida de Kaori, outros são vampiros que possuem trejeitos e habilidades próprias e características marcantes, outros são criaturas mitológicas e folclóricas que vivem nas sombras, aparecendo em pontos chave da trama. Ou você os ama ou odeia e torce para que eles morram da pior forma imaginável.

De modo geral, é um livro muitíssimo bem escrito, que te prende do começo ao final. Ele me fez acreditar mais no potencial dos livros nacionais. E ah, não leiam esse livro no metrô ou sala de aula, ou lugares aonde as pessoas costumam ficar do seu lado bisbilhotando o que você lê por cima do seu ombro. É garantia de, no mínimo, rolar uma situação constrangedora.

“Kaori chorava em silêncio sob o grosso futon, que escondia suas dores, as maiores deste mundo. Mas anotou mentalmente o seu único objetivo para um futuro bem próximo: vingança contra a mulher que assassinou seu pai.”

[Dia 1/Desafio] Resenha - O livro do cemitério




Ontem foi o primeiro dia do meu desafio (20/10/11) e comecei com dois livros. Aqui vai a resenha do primeiro:


O livro do Cemitério
Autor: Neil Gaiman
Editora: Rocco
ISBN: 9788579800122
Ano: 2010
Páginas: 336

Para ler ouvindo:
Bauhaus – Bela Lugosi’s Dead
Silverchair – Cemetery
Silverchair – English Garden
Them Crooked Vult
ures – New Fang

Resenha:
Nossa história começa quando um homem misterioso invade uma casa e assassina uma família. O unico sobrevivente é um bebê, que escapa por sorte e acaba indo parar num cemitério. Após uma longa reunião entre os habitantes (não vivos) do local, no maior estilo reunião de condomínio, decide-se que o garoto vai passar a viver lá.Todos resolvem sugerir nomes de pessoas com quem ele se parece, de modo que a Sra. Owens (mãe adotiva) diz que ele não se parece com Ninguém além dele mesmo. Logo, o garoto foi nomeado como Ninguém Owens.

Um garoto vivo solitário, com amizades estranhas, um cabelo comprido demais e uma mortalha cinza agora habita entre as tumbas, escondido do assassino de sua família.

O plot principal do livro é o crescimento do menino no cemitério, criado pelos seus pais adotivos, os mortíssimos Owens.Existem alguns plots menores dentro da história, uns que começam e se findam em um capítulo só, outros que levam mais tempo que isso (como descobrir quem é o assassino da família, ou ver o desfecho dele com alguma personagem secundária).O foco principal é direcionado para o cotidiano do menino e em como ele conseguiu crescer de uma maneira tão avessa a maneira normal: temendo os vivos e não os mortos.


O modo como Gaiman descreve o sobrenatural e lida com questões como a morte (e principalmente a Morte, substantivo próprio) me cativa lou-ca-men-te. Sou fã incondicional de Sandman, e a Dama Cinzenta sábia e tranquila(e, porquê não, bondosa?) de O Livro do Cemitério não deve nada em qualidade e cativa tanto quanto sua Morte sorridente e gótica de Sandman. A visão diferente que ele apresenta de algo tão distante e “assustador” quanto um menino sendo criado pelos mortos é surreal, é fantástica. O modo como ele apresenta os mortos (com direito a um parêntese com sua data de nascimento ,morte e seu epitáfio), a maneira como o período histórico onde viveram influencia o comportamento das personagens e acima de tudo o jeito como tarefas comuns da infância e adolescência são adaptadas para esse ambiente justificam e realmente convencem como razões plausíveis para ele não precisar deixar o cemitério nunca, como ele tendo um guardião vampiro sábio que busca no “mundo exterior” o que ele precisa, ele aprendendo o alfabeto pelas letras nas lápides ou indo visitar a tumba de um poeta para conselhos, visitando almas de professores quando quer aprender e de médicos quando se machuca. Esse tipo de detalhes tão bem imaginados te prendem na história do começo ao fim.

Acho que o seu ponto negativo é o fato de várias expressões se perderem na hora da tradução(apesar de que não acho que tivesse uma solução pra isso, já que se tratavam de expressões muito específicas), como “Jack of All Trades” (que é uma expressão que equivale a “pau pra toda obra” aqui) que ficou “Jacks-Fazem-Tudo” ou “Os Valetes” (Jack significa, também, Valete em inglês) .



É uma leitura leve, bem imaginada, bem ilustrada e sobretudo bem escrita, que consegue te convencer de que crescer é uma tarefa tão assustadora quanto viver num cemitério. Você nem vê as páginas passarem e no final não quer acabar o livro.Ninguém Owens já tem um espaço no meu coração junto com Os Perpétuos, Coraline e outros personagens de Gaiman. Recomendo louca e alucinadamente.

[Ninguém e Silas conversando sobre suicídio]
“E deu certo? Elas foram mais felizes mortas?”

“Às vezes. A maioria não. É como as pessoas que acreditam que serão mais felizes se mudarem para outro lugar, mas que logo percebem que não é assim que funciona.Para onde quer que você vá, leva a si mesmo.Acho que está me entendendo.”


Fast & Furious Book Challenge.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011


Olá, pessoas.
Comecei essa semana com uma linda passada na biblioteca e, como sempre, voltei CHEIA de livros pra casa porque eu não sei me controlar. Não mesmo. Saí de lá com 5 livros e ainda querendo loucamente os que a Maiary do Letras e Folhas levou.
Eu tava louca pra fazer um desafio desses de x livros em x dias, e eu podia curtir uma ~malandragem~ e ler uns 15 livros fininhos em um dia, ou fazer cada dia um livro etc etc. Mas daí não seria desafio nenhum pra mim. Sou aquela louca que devora livros em algumas horas, é, faz parte. Emprestar livro pra mim é sempre uma alegria, ele vai e um dia depois volta. Se não voltar, é porque eu tô procrastinando a leitura, quando finalmente começo vou de uma vez só. Decidi então ler 7 livros em 5 dias (vou ter que ler veloz e furiosamente, daí o nome do desafio. HAHAH). Vamos proceder com rundown dos livros que serão lidos e resenhados. 






1- O Livro do Cemitério - Neil Gaiman
Da Rocco (pelo selo Jovens Leitores), com 329 páginas.
Sinopse: Para Ninguém Owens, criado desde bebê por fantasmas e seres de outro mundo, a morte é apenas a morte e o perigo está na vida, do outro lado dos portões do cemitério. Lidar com os vivos é a lição mais difícil que o menino terá de aprender. Tão difícil quanto crescer.








2- Kaori - Perfume de vampira - Giulia Moon
Da Giz Editorial, com 371 páginas.
Sinopse: Século XVII: Kaori, uma bela garota com o perfume da sedução, trilha caminhos perigosos entre samurais, senhores feudais, prostitutas e criaturas mágicas do folclore japonês. No seu caminho, surge José Calixto, um artista sensível e apaixonado, capaz de tudo para dar a vida a uma obra imortal.
Século XXI: na fervilhante Avenida Paulista, coração de São Paulo, Samuel Jouza tem uma profissão peculiar. Ele observa vampiros para um misterioso instituto de pesquisas. Mas ao salvar um menino das garras dos sanguessugas, o olheio percebe que a sua profissão é muito mais perigosa do que imaginava.

PS:Vale lembrar que esse eu não peguei na biblioteca, eu peguei emprestado com uma amiga. PS2: Aliás, vale lembrar também que eu tenho o marcador desse livro autografado pela Giulia Moon, a autora. MORRAM DE INVEJA. E esse livro é autografado também.
PS3: Queria Só tenho um PSX velhão de guerra ): (HAHAHAHHA.)


3- Harry Potter e a Pedra Filosofal - J.K. Rowling
Da Rocco, com 263 páginas.
Sinopse totalmente desnecessária: Harry Potter é um garoto comum que vive num armário debaixo da escada da casa de seus tios. Sua vida muda quando ele é resgatado por uma coruja e levado para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Lá ele descobre tudo sobre a misteriosa morte de seus pais, aprende a jogar quadribol e enfrenta, num duelo, o cruel Voldemort.

PS: Essa é aquela hora em que todos olha com cara de espanto: MAS COOMOO ASSIM SARAH? E eu respondo: É gente, eu nunca terminei de ler a série de HP. SHAME ON ME.
(mas SHAME ON YOU vocês que pegaram esse livro de HP na biblioteca antes de mim. Tá über mal cuidado gente :~ dá até pena. Pronto, desabafei)




4- A Garota Americana - Meg Cabot
Da Record (pelo selo Galera) , com 347 páginas.
Sinopse: A Garota Americana acompanha o cotidiano de Samantha, uma típica garota americana, que leva uma vida muito parecida com a de tantas outras meninas de sua idade. Até que um dia resolve matar aula de arte e, por acaso, salva o presidente americano de uma tentativa de assassinato. Samantha logo vê sua vida virar de cabeça para baixo ao ser nomeada embaixadora da ONU, sem saber exatamente o que o cargo significa.(via Skoob)
PS:Gente, vai ser minha estréia com Meg Cabot, ó só que coisa linda!



5- Quase Pronta - Meg Cabot
da Record (pelo selo Galera), com 286 páginas.
Sinopse: Samantha foi convidada a passar o final de semana na casa de campo do seu namorado que não é ninguém menos que o filho do presidente! David tem mil atividades programadas para eles, mas Samantha desconfia que ele a tenha convidado por outro motivo. E, se for verdade, ela não tem certeza se vai estar preparada...
(via Skoob)
PS: Eu falei pra vocês que não sabia me controlar, vi o livro e a continuação juntinhas alí e não resistí.


6- Orgulho e Preconceito e Zumbis - Jane Austen e Seth Grahame-Smith
Da Intrínseca, com 318 páginas.
Sinopse: Orgulho e preconceito e zumbis é uma versão ampliada do popularíssimo romance de Jane Austen, trazendo cenas inéditas com zumbis partindo crânios de pessoas vivas para devorar seus miolos. Na abertura desta história, ficamos sabendo que uma misteriosa praga se abateu sobre o tranquilo vilarejo de Meryton, na Inglaterra – e os mortos estão retornando à vida!
Nossa implacável heroína, Elizabeth Bennet, está determinada a eliminar a ameaça zumbi, mas logo sua atenção é desviada pela chegada do altivo e arrogante Sr. Darcy. O que se segue é uma deliciosa comédia de costumes, repleta de civilizados embates entre os dois jovens enamorados – além de batalhas um tanto mais violentas, em cenas nas quais o sangue jorra fartamente.
Conseguirá Elizabeth subjugar as crias de Satã? Poderá ela superar os preconceitos sociais da aristocracia local? Complementado com amor, emoção, duelos de espada, canibalismo e milhares de cadáveres em decomposição, Orgulho e preconceito e zumbis transforma uma obra-prima da literatura mundial em algo que você terá vontade de ler.
(via Skoob)


E eu sei que vocês estão pensando "a Sarah deve estar ficando maluca, são as horas de sono perdidas, só pode...Menina, só tem 6 livros aí". Mas eu explico, jovens padawans: O sétimo livro eu não tenho em casa pra tirar fotinho e etc. Tá no meu computador (em inglês) e é o mais-do-que-aguardado O Filho de Netuno. Eu sei, eu sei gente. Ler no computador é uma desgraça sem fim, só aumenta a miopia e diminui a paciência, mas são tempos de vacas magras e minha ansiedade tá exigindo que eu leia esse livro logo, já que não vou aguentar esperar pra ler só quando comprar o traduzido (que aliás, JÁ É um must have da minha estante).Pois bem, que entre o último desafiante :



7- The Son of Neptune - Rick Riordan
Vai sair no Brasil pela Intrínseca (e lá fora é pela Disney Hyperion Books), com 544 páginas.
Sinopse:
Em O Herói Perdido, os semideuses Jason, Piper e Leo fizeram sua primeira visita ao Acampamento Meio-Sangue, de onde eles herdaram uma profecia: Sete meios-sangues responderão ao chamado. Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado. Um juramento a manter com um alento final, E inimigos com armas às Portas da Morte afinal. Quem são os outros quatro meios-sangues mencionados na profecia? A resposta pode estar em um outro acampamento, a quilômetros de distância, onde um novo campista apareceu e que parece ser o filho de Netuno, deus dos mares...
(via Skoob)


Gente, vocês não sabem o quanto eu tô me controlando pra não queimar a largada...

Escrevi ouvindo:
Red Hot Chili Peppers - Look Around
Red Hot Chili Peppers - Happiness Loves Company
Silverchair - Paint Pastel Princess





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